• Prof. Carlos Pimenta

Paradigma da Força e da Velocidade

Atualizado: 17 de Jan de 2020


Uma dúvida que muitas pessoas têm diz respeito a alguns paradigmas que todos temos e que muitas vezes não sabemos como lidar ou mudar. Alguns destes paradigmas norteiam nossas vidas e muitos nos dominam, mesmo sem nós percebermos. Alguns se manifestam como heranças familiares, hábitos adquiridos e costumes sociais. Desde que consigamos ter consciência e controle sobre isso não existem problemas maiores. Por exemplo, desde pequenos fomos aconselhados e acostumados a fazer mais, trabalhar mais, estudar mais, nos exercitar mais, etc.

Muitas vezes fazendo mais força, indo mais rápido, com mais esforço, etc. e temos como consequência mais desgaste (físico e psicológico) e obtendo muitas vezes resultados questionáveis.

Ninguém duvida de que de forma geral talvez “fazer mais rápido” (velocidade) e mais “forte” seja eficiente, mas fazer melhor não seria mais eficaz?

Se transportarmos isto para o mundo das Artes Marciais será que não podemos resolver um problema de maneira diferente e fazer melhor, ou seja, deixar a velocidade e a força como as últimas ferramentas a serem usadas?

Reflita comigo, se você usar a força como primeira alternativa e ela acabar (porque força tem limite e duração) o que vai te sobrar para usar?

O propósito deste artigo não é fechar questão nem se aprofundar, pelo contrário ser breve e instigar; somente elencar uma série de possibilidades e convidar você a uma reflexão.

Vamos lá... no combate antes de usar velocidade e força podemos usar:

1) Os Fundamentos do Systema.

a. Respiração

i. Usada para se acalmar, recuperação rápida, proporciona alinhamento das ideias,

entre outras.

ii. Para equilibrar ou desequilibrar emocionalmente outra pessoa, etc.

b. Relação entre Tensão/Relaxamento

i. No local certo e na quantidade certa para um objetivo claro

ii. Aplicação de tensão seletiva ou parcial,

iii. Aplicar relaxamento em si próprio para raport do outro, etc.

c. Estrutura (postura)

i. Estado da coluna ereta, estado mais confortável.

ii. Minha postura (pessoal/emocional) diante de uma situação.

iii. Postura interna (racional) - identificação do problema, foco na solução.

iv. Minha postura – onde me posiciono (melhor local)

v. Uso da estrutura – a minha “toma” sua estrutura, etc...

d. Movimento

i. Padrão de como “faço as coisas” (continuidade, linearidade, intenção, qualidade,

etc.)

ii. Onde “faço as coisas” (em pé, no chão, no meio do caminho),

iii. Conceito de não bloquear ou interromper um movimento, conceito de “sair da

frente” e quilha.

iv. Optar por movimentos naturais (com mais poder em si mesmo) do que